terça-feira, 28 de abril de 2009

A Vingança Gastronômica de Israel

Uma das vantagens de estar em Israel é que a comida aqui é muito muito boa (e é tudo kasher).

Após uma semana na Polônia, durante a qual nos alimentamos muitas vezes com sanduíches, estamos aproveitando tudo o que a gastronomia israelense tem para oferecer.
Aqui, até os saquinhos com sanduíche para o caminho são mais legais (na verdade são caixinhas aqui).
Alguns aproveitaram o céu limpo com poucas nuvens e muitas vacas e tomaram um milk shake (repare na foto que o milk shake consegue ser maior do que o sorriso da Mariana).



[teto do restaurante Yotvetah - inspirador!]




[Caixa do Lanche]




[Caixa do lanche vista por dentro]

Fotos do Passeio em Tel-Aviv e Yafo

Bom, como todos estão pedindo mais fotos no Blog, vão abaixo algumas fotos do passeio de hoje de manhã em Yafo e Tel-Aviv:


[em frente a praia de Tel-Aviv]



[centro histórico de Yafo]

Capitalismo Selvagem

Hoje de manhã (quarta-feira) saímos do hotel depois do café da manhã e fomos direto para a antiga cidade de Yafo. (Vale dizer que o café da manhã kasher do hotel é sensacional: 5 tipos de queijo, vários tipos de sucrilho, omelete, pães, croissants, biscoitos, arenque (isso mesmo: arenque!), saladas, atum, iogurte, suco e outras coisas mais).

Lá em Yafo conhecemos um pouco da cidade velha e fomos passear pelas ruas do Shuk (espécie de feira ou mercado com artesanato, souvenir, etc). De lá fomos para o Shopping Azrieli.

Nesse momento, o prof. Ilton, também conhecido como Ildo, Nilton e Ailton, deu um importante recado a todos (pais: já tem a quem culpar pela fatura do cartão de crédito). Veja o vídeo:

(agradecimentos à Isadora que filmou tudo - aqui não escapa nada!)

Yom Hazicaron (dia da Lembrança)

Ontem à noite (na terça feira) fomos à sede dos escoteiros (tsofim) aqui em Jerusalém. Era Yom Hazicaron, o dia de lembrar todo aqueles que pereceram em ataques terroristas ou lutando por Israel.

Trata-se de um dia muito emocionante aqui em Israel, pois não há uma família que não tenha sofrido direta ou indiretamente nesses 61 difíceis anos, nos quais a paz tão almejada por nós ainda não foi conseguida.
Foi uma cerimônia muito especial, organizada por jovens escoteiros, de 17 anos em sua maioria (o que significa que estarão eles próprios no exército no ano que vem) no qual lembraram aqueles que morreram através de canções, poemas, inscrições em fogo e com uma apresentação multimídia que citava alguns dos que caíram e como caíram.
Depois, voltamos para o Hotel e ouvimos do Yuval (nosso guia - ele é Argentino, mas é gente boa) um pouco sobre a experiência dele no exército e tentamos entender um pouco deste lado tão duro da realidade em Israel. Daí fomos dormir, pois sabíamos que quarta-feira seria uma dia cheio.

[a palavra Yzcor (lembre-se) escrita em fogo pelos escoteiros]

[Símbolo do Exército escrito em fogo pelos escoteiros]

Yafo, Tel-Aviv e a Gripe Suína

Já passa da 1 da madrugada em Jerusalém, chegamos há pouco no Hotel, depois de participar de uma mega-ultra festa de Yom Haatzmaut (Independência de Israel) no centro de Tel-Aviv.

Ontem estivemos num ato emocionante de Yom Hazicaron, em Jerusalem, em homenagem aos soldados que tombaram lutando por Israel e também em memória de todas as vítimas de atentados terroristas.

Hoje de manhã (quarta feira, 28/04) estivemos na cidade velha de Yafo, onde passeamos e tivemos tempo para compras. Fomos também ao Shopping Azrieli e ao Museu de Independência de Israel, local onde foi proclamada a criação do Estado Judeu. De lá fomos direto para a festa. Nos próximos postas vamos contar como foi tudo.

Estamos atentos também aos casos de suspeita de gripe suína. Por enquanto não há qualquer motivo para preocupação. A delegação dos mexicanos (país onde apareceram a maior parte dos casos) não está no nosso hotel e está sob observação. Estamos seguindo as orientações do médico e não há qualquer razão para preocupação agora em Israel.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Enfim Jerusalém (ou "A Grande Chegada")

Chegamos em Israel com grande euforia (apesar do extremo cansaço após a madrugada no avião e os dias tão exaustivos na Polônia).


Do aeroporto fomos ao Kotel, onde todos se emocionaram e puderam expressar essa emoção num lugar tão único e especial para o povo judeu.



Fomos então para Tayelet, lugar onde a vista enche os olhos, tomar café da manhã. Ainda passeamos pela Ben Yehuda e pelas ruas do centro para comprar souvenirs (pais: preparem-se novamente para as faturas dos cartões de crédito) antes de seguir para o nosso hotel.
Daí almoçamos e fizemos check-in para descansar, pois à noite é Yom haZikaron e teremos mais atividades. Agora é segunda-feira, são 9:45 na capital dos gaúchos e 15:45 aqui na Capital dos Judeus, Jerusalém.

Adeus Polska

De Majdanek fomos direto ao aeroporto. Lá nos despedimos da Polônia e, cantando o hino de marcha e outras canções que aprendemos aqui, fomos embarcar.



Quando todos já estavam deixando para trás a cultura e o modo de vida polonês - até descartando as folhas com o guia básico de conversação polonês-português (obrigado = djin kuie; água = woda;...) - foi justamente neste momento, já no aeroporto, que um aluno resolveu incorporar o espírito da cultura polonesa.
Trajando vestimentas típicas, desfilou pelo aeroporto - não dá para dizer que não é polonês!!!






Muita Emoção e Poucas Palavras

Chegamos a Majdanek, nosso último destino na Polônia. Não imaginávamos que seria assim: Um terrível campo de morte, onde centenas de milhares de pessoas perderam suas vidas de maneira degradante e desumana.

Vimos a proximidade do campo com a cidade - os cidadãos que assitiam passivos ao massacre que ocorria diante de seus olhos, que sentiam o odor fétido e percebiam as cinzas que emanavam do campo. Vimos as câmaras de gás, os alojamentos (verdadeiras armadilhas, onde a fome, a doença e as condições precárias eram cúmplices silenciosas dos nazistas em sua matança).
Vimos também os fornos crematórios - destinados a reduzir um ser humano à nada.

Foi um momento muito difícil para todos nós. Emoções que não podem ser colocadas em palavras. No final, nos reunimos num monumento que guarda também cinzas das vítimas de Majdanek e fizemos uma breve cerimônia em homenagem a sua memória.

Como num lugar tão belo algo tão feio assim pode ter ocorrido?



[monumento em homenagem as vítimas de Majdanek]

[caminhando na entrada do campo - repare na proximidade das casas]


Conhecendo Lublin

Estando agora em Jerusalém, parece tão distante falar do que aconteceu na Polônia, embora ainda ontem (literalmente ontem) viajávamos por aquele país aprendendo sobre nós mesmos.


Acordamos cedo ontem (como de costume) e fomos do nosso hotel diretamente para a cidade de Lublin. Desta vez saímos do hotel já com as malas e levando tudo, pois sabíamos que, no final do dia, embarcaríamos para Israel.


Nesta cidade, antes da guerra, 1/4 da população era judaica. Fomos conhecer a famosa Yeshivá (academia de estudos judaicos) de Lublin e lá nos reunimos com todos os grupos de São Paulo para estudar com o Rabino Borer (de SP) um trecho do Talmud e fazer reviver o estudo neste centro, cujas paredes exalam conhecimento, e que já concentrou os maiores sábios do povo judeu.

De lá, fomos ao antigo cemitério da cemitério da cidade onde, entre outros, estão enterrados o chozé de Lublin e o Maharshal que, entre outras coisas, introduziu e popularizou o costume das festas de bar e bat-mitsvá.

[entrada da Yeshivá de Lublin]

De lá, viajamos até Majdanek (leia-se Maydanek). Na verdade, dizer que viajamos é um exagero, já que o campo de concentração e extermínio ficava a poucos kilometros da cidade de Lublin, fato que nos impressionou: as pessoas estavam muito próximas e podiam ver de suas casas na cidade o que ocorria no campo e, ainda assim, o terror e a destruição eram diários lá.

Yerushaláim Shel Zahav (Jerusalém de Ouro)

Chegamos em Israel com grande alegria e emoção, depois de viajar a madrugada. Do aeroporto fomos direto ao Kotel, depois tomamos café e passeamos pelo centro e, em seguida, viemos para o Hotel (que deixa os hoteis da Polônia no chinelo).

Neste momento, escrevo diretamente do lobby do Hotel HaShalom e já estão todos em seus quartos descansando para a programação da noite, pois hoje ao anoitecer começa o Yom HaZicaron.

Nosso último dia na Polônia também foi muito emocionante e cheio de conteúdo. Nos próximos posts, contaremos um pouco do que aconteceu no nosso último dia em território polonês e como foram as primeiras horas na terra santa de Israel.

sábado, 25 de abril de 2009

Semana que Vem - Em Jerusalém

Bom, agora já é tarde aqui em Varsóvia e temos que acordar bem cedo amanhã. Visitaremos Lublin e Majdanek e vamos direto para o aeroporto, embarcar para nossa terra de Israel.

Chegando lá, iremos direto ao Kotel e depois ao hotel. Então (a não ser que tenhamos conexão wireless no aeroporto) acho que este é o último post polonês e o próximo já virá direto de Jerusalém (provavelmente na segunda-feira).

Boa noite, nos vemos em Jerusalém!

Campo da Morte

Saímos da floresta de Lupochowa e fomos diretamente para Treblinka. Lá vimos um grande monumento em homenagem a todas as comunidades que foram exterminadas neste terrível lugar.

No lugar onde estava o campo, cujos vestígios os nazistas tentaram apagar, agora erguem-se centenas de pedras erguidas em formas de lápide - cada uma representando uma comunidade com milhares de pessoas exterminadas nesta máquina de morte. Mais de 800 mil pessoas foram mortas em Treblinka.

Fizemos um breve ato em homenagem às vítimas e voltamos para o nosso hotel, em Varsóvia, para nos preparar para o Shabat.


Triste Fim

Infelizmente, após ver toda a alegria e a vida que existia na pequena comunidade de Ticocyn, fomos à floresta de Lupochowa.

Para lá foram levados praticamente todos os judeus de Ticocyn. Três grande valas foram cavadas e os judeus foram fuzilados e enterrados diretamente nessas 3 imensas covas coletivas.

Ainda hoje, podemos ver as imensas clareiras em meio à floresta fechada. Nestas clareiras está enterrada a comunidade judaica de Ticocyn.


O Mito da Câmera-Cor-de-Rosa

Desde o primeiro dia da viagem, o rabino Daniel tenta explicar que sua linda câmera cor-de-rosa (que causa inveja a todas as gurias do grupo) na verdade não é sua, e sim de sua esposa Débora.
Alguns acreditam e outros não. O assunto se tornou um mistério e, dentro de alguns círculos, até um Tabu.


Mas o pessoal do grupo já se acostumou com a tal câmera. O problema são os poloneses: cada vez que o Daniel pede para alguém tirar uma foto, vem aquele olhar desconfiado. Daí o jeito é dizer: "It´s not my camera. It´s my wife´s camera. I would never buy a pink one..." ("não é minha câmera. É da minha esposa. Eu nunca compraria uma câmera rosa...")


Xiiiiii! Essa história da câmera vai virar lenda...


ÔÔÔÔÔÔ AIAIAIAI

Em Ticocyn, visitamos a sinagoga. Realmente um lugar belo e impressionante, outrora o centro de uma pequena e longeva comunidade com 2500 pessoas. Lá, os judeus habitaram, prosperaram e floresceram desde 1522.

Resolvemos trazer novamente VIDA para esta sinagoga e reafirmar que AM ISRAEL CHAI ("o povo de Israel vive!")

Veja o vídeo:

Se Eu Fosse um Homem Rico... (iabadiba diba diba)

Na manhã de sexta fomos para o pequeno shtetl de Ticocyn (ou Tiktin).

No caminho, assistimos ao filme "Violinista no Telhado" (pois é, no ônibus tem TV com DVD). Nosso querido guia, o Pato, disse que o shtetl que iríamos conhecer era semelhante à Anatevka (o shtetl do filme).

Daí, inspirados no filme, os meninos resolveram fazer uma performance para mergulhar no clima do shtetl, afinal, o mais importante é TRADITION!

Assita a uma amostra desta incrível e inédita interpretação que comoveu a todos, revivendo o bem-humorado espírito do shtetl. (Primeiro Vídeo do Blog)


Shavua Tov

O Shabat acabou há pouco e foi muito divertido. Agora atualizamos o blog com aquilo que rolou na sexta e no sábado.

Sexta feira estivemos em um pequeno shtetl chamado Ticocyn (ou Tiktin), onde outrora floresceu uma comunidade judaica com 2500 membros. Depois fomos à floresta de Lupochowa e durante a tarde visitamos o campo de extermínio Treblinka.

No shabat, estivemos em Varsóvia. Fomos ao kabalat shabat na sinagoga de Noczyk (leia-se Nójik) e passeamos pela cidade e pelo antigo Gueto, onde foram confinados mais de 450 mil judeus entre 1941 e 1943. Além disso, como era Shabat, comemos bem - foi o primeiro dia sem sanduíche - teve comida mesmo e tava muito boa!

Nos próximos posts, vamos publicar o que rolou na sexta e durante o shabat. Amanhã teremos também um dia bem cheio e já partimos para Israel!

Shabat Shalom!

[Atenção: Este post foi originalmente postado na sexta-feira, 24/04]

A Sexta-feira foi bem cheia, estivemos em um pequeno shtetl, uma floresta e também em Treblinka. Em alguns minutos vai começar shabat e iremos à sinagoga de Noczyk, em Varsóvia.

Portanto só teremos tempo de escrever agora depois do Shabat, no sábado à noite. Dai explicaremos melhor o que rolou na sexta e postaremos fotos e o primeiro video do Blog, se D-us quiser.

Até lá Shabat Shalom!



* comentários enviados e recuperados:


schul disse...


Shabat Shalom a todos, com muita emoção!
24 de Abril de 2009 13:57




Beatriz disse... Kitchuki da mamae;


Espero que estejas te alimentando direitinho, e nao esquece de levar o reckale pra nao passar frio.


Estas fazendo muitos amiguinhos por aí, pois posso ver pelas fotos.


Muito beeemmmmmmmm


Debora Sukster;Vais perder a Chazit amanhã. SÓ LAMENTO!!!Vai estar ótimoUm beijo a todosTitio
24 de Abril de 2009 19:28

No Céu com Diamantes

[Atenção: Este post foi originalmente enviado na quinta-feira, 23/04]


Inspirados pelo clima de cultura e artes que permeia a cidade velha de Varsóvia, um grupo de alunos resolveu se aventurar no complexo universo da música de sarjeta.

Sob os céus da capital polonesa, cantaram "Lucy in the sky with diamonds", de John Lennon. Infelizmente, parece que o dinheiro arrecadado não deu nem para comprar uma lembrancinha para levar para casa...


Conhecendo um Pouco da Polônia

[Atenção: Este post foi originalmente postado na quinta-feira, 23/04]

Depois de visitar Lodz e conhecer a história desta cidade que reunia 230 mil judeus antes da guerra e seu trágico destino, fomos ao centro histórico Varsóvia e tivemos a oportunidade de passear um pouco e gastar nossos zlotys até aqui intocados (pais: preparem-se para as faturas dos cartões de crédito!).

É uma cidade muito bonita, destruída durante a guerra e reconstruída anos depois, com uma esplendorosa arquitetura e impressionante beleza, típica das antigas cidades européias.


[Centro Histórico de Varsóvia]

[Centro Histórico de Varsóvia]



Pawel, nosso guia polonês, pediu para que a gente não usasse roupas com bandeiras de israel ou inscrições em hebraico para não chamar a atenção. Por isso, alguns alunos vestiram suas roupas do avesso e o rabino Daniel, para cobrir a kipá, vestiu uma boina. Reparem como realmente não dá para dizer que ele é judeu...